sábado, 31 de dezembro de 2011

Salário do professor no Brasil é o 3º pior do mundo



O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários.

É o que mostra pesquisa feita em 40 países pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada ontem, em Genebra, na Suíça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.
Um brasileiro em início de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação à moeda americana.
Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suíços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.
Com os baixos salários oferecidos no Brasil, poucos jovens acabam seguindo a carreira. Outro problema é que professores com alto nível de educação acabam deixando a profissão em busca de melhores salários.
O estudo mostra que, no País, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas.
A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos países com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o salário médio do docente do ensino fundamental em início de carreira no Brasil é o terceiro mais baixo do mundo, no universo de 38 países desenvolvidos e em desenvolvimento. O salário anual médio de um professor na Indonésia é US$ 1.624, no Peru US$ 4.752 e no Brasil, US$ 4.818, o equivalente a R$ 11 mil. A Argentina, por sua vez, paga US$ 9.857 por ano aos professores, cerca de R$ 22 mil, exatamente o dobro. Por que há tanta diferença?

Retirado do site Diário Liberdade.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O que é o marxismo-leninismo?


         O marxismo-leninismo é a concepção científica do mundo que desvenda a origem das desigualdades sociais e, a partir desse ângulo, classifica-se como uma avançada teoria do pensamento social, pois representa e defende os interesses da maioria, traçando o caminho para se chegar a um sistema sem exploração. Nesse caminho, o partido do proletariado é situado como uma necessidade histórica. Portanto, o marxismo-leninismo é a sua base filosófica, econômica e política; sua estratégia e tática para alcançar a emancipação dos trabalhadores e dos povos oprimidos e para construir socialismo e o comunismo.
          O marxismo-leninismo é uma teoria científica do desenvolvimento social; descobriu as leis que regem as mudanças verificadas na natureza, da sociedade e do pensamento. Não se limita a diagnosticar a realidade, mas visa a identificar as contradições que determinam e promovem essas mudanças; desenvolve as formas e métodos que servem para transformar a sociedade, assim como o papel das forças protagonistas de cada momento histórico. Esta é a diferença que tem com o socialismo utópico, que o precedeu, pois, enquanto este apenas descreve uma sociedade justa e igualitária, sem menção à forma de alcançá-la, o marxismo-leninismo o faz com uma base científica provada na prática social. Ao descobrir as forças antagônicas que promovem as mudanças, o marxismo verifica a existência de luta de classes. Seu mérito não está nessa descoberta, mas no fato de projetar o fato de que o resultado dessa luta de classes no capitalismo conduz, de forma indefectível, ao estabelecimento da ditadura do proletariado.
     Outro elemento básico do marxismo-leninismo é a histórica missão atribuída ao proletariado, a classe trabalhadora, em geral, como a classe mais avançada, a vanguarda na luta pela derrubada do capitalismo e construção do socialismo e do comunismo. Esta concepção de marxismo, no momento atual, tem sido muito contestada por setores da pequena burguesia no seu desejo de negar a perspectiva da revolução, para trazer o que eles chamam de “novos atores sociais”, a “sociedade civil”, cuja missão é atenuar a luta de classes, promover o pacifismo e alcançar algumas reivindicações dentro dos moldes capitalistas.
          O marxismo-leninismo fundou a necessidade histórica do partido do proletariado como um dos fatores subjetivos mais importantes para assegurar o processo revolucionário.
Para o partido do proletariado, o marxismo-leninismo não é um dogma, é um guia para a ação revolucionária; parte da análise concreta da realidade, a fim de identificar a situação das forças sociais envolvidas, as suas aspirações, a sua correspondência, o ânimo das massas populares, a finalidade e a forma da sua luta. Serve para a educação política dos militantes e das massas, para elevar o seu nível de consciência, de unidade e de organização para conseguir sua libertação, pela tomada do poder e pela construção da nova sociedade.


Conferência Internacional dos Partidos Marxista-Leninistas.


Retirado do site do Jornal A Verdade.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Você Conhece a Paraíba?

Você conhece o "Lajedo de Pai Mateus" em Cabaceiras?




Você já fez um passeio de barco até Areia Vermelha?




Você conhece o maior e melhor São João do mundo, em Capina Grande e Patos?



Você já foi na Cachoeira do Roncador, na região do Brejo?


Você conhece as belezas de Coqueirinho e a praia naturista de Tambaba, no Conde?


Você já viu as pegadas dos dinossauros, em Sousa?




Já se aventurou na Pedra  da Boca, em Araruna?




Já mergulhou nas águas transparentes de Picãozinho?




Você já visitou o centro histórico no fim da tarde?


Você conhece a Ponta do Seixas e o Farol do Cabo Branco, o ponto do extremo oriente das Américas?



Diga aí, diga lá, você já foi a Paraíba? não? Então Vá!!!

O estudo analítico do poema

Esta explanação foi estruturada com base no livro de Antônio Candido, não tendo fins de plágio ou cópia, mas para melhor compreensão dos aspectos poéticos. A estrutura foi baseada no livro e algumas citações foram colocadas entre aspas.


Explicação
“Este volume contém a parte teoria um curso dado em 1963 e repetido em 1964 para o quarto ano de teoria literária.” 
Introdução
·        A linguagem poética está mais distanciada do cotidiano que a linguagem prosaica.
·        O alunado deseja saber diferenciar prosa e poesia.
·        “Poesia e literatura estão intimamente ligados sendo a poesia a forma suprema de atividade criadora da palavra.”

Apresentação do programa
1.      “Trataremos do poema e não da poesia”.
2.      “Faremos a análise e não interpretação”.

a)      Poema e não poesia.
·   A poesia não se restringe apenas a verso e metrificação. Podendo haver poesias em prosa ou verso livre.
·   O verso pode está presente em textos não configurando um poema.
·   A poesia didática parece mais próxima dos valores da prosa.

b)      Análise mais do que interpretação.
·   “Todo estudo real da poesia pressupõe a interpretação, que pode inclusive ser feito diretamente, sem recurso ao comentário, que forma a maior parte da análise.”
·   “O comentário é essencialmente o esclarecimento objetivo dos elementos necessários ao entendimento adequado do poema.”
·   “Não há comentário valido sem interpretação; e que pode haver interpretação válida sem comentário.”
Comentário e interpretação literária
·   O texto literário expõe uma tradução de sentido e tradução de conteúdo humano.
·   “O comentário é uma espécie de tradução, feita previamente a interpretação.”
·   “Interpretar significa produzir e determinar com penetração compreensiva e linguagem adequada a matéria, a estrutura íntima, as normas estruturais peculiares, segundo as quais a obra literária se processa, se define e se constitui de novo como unidade.” (Emil Staiger)
·   “A analise comporta praticamente um aspecto de comentário puro e simples, que é o levantamento de dados exteriores à emoção poética, sobretudo dados históricos e filológicos.”
·   A analise pode ser mais análise-comentário ou mais analise-interpretação.

1 OS FUNDAMENTOS DO POEMA

A) SONORIDADE
·         Todo poema e prosa tem uma estrutura sonora.
·         A estrutura sonora pode ser:
- Poema com versos metrificados
- Poema com versos livres ou regulares
- Prosa
·        Os fonemas podem despertar sensações e emoções.
·         As sensações e emoções podem variar de acordo com a interpretação de cada individuo.
·        A expressividade do som em uma palavra é explicada por Saussure ele afirma que “o signo lingüístico (palavra) é composto por um significado e um significante. O significante é uma imagem acústica e o significado é o conceito que a palavra transmite.” – Signo é arbitrário.
·        Segundo Damaso Alonso “os significantes não transmitem conceitos, mas delicados complexos funcionais. Significado é uma carga complexa. De modo algum podemos considerar o significado em sentido meramente conceitual, mas levando em conta essas áreas. O significado é sempre complexo, e que dentro dele se pode distinguir uma série de significados parciais”.

A teoria de Grammont
·        Grammont afirma na sua teoria que existe ligação entre a sonoridade e o sentimento.
01 – Repetição de fonemas
A.) de sílaba Ex.: coucou
B.) de Vogal Ex.: monotone
C.) de consoante Ex.: Palpite
Os tipos de Repetição:
1. “Palavras ou palavras”
2. “Fonemas isolados a busca dos mais variados efeitos”
3. “Duas ações paralelas, das quais a segunda segue regularmente a primeira, sendo eventualmente sua consequência”.
4. Uma série de acontecimentos em sequência rápida, dependendo um do outro, ou paralelos.
5. Insistência. Repetição de fonemas essenciais e marcantes.
02 – Vogais:
1. Agudas.
2. Claras.
3. Brilhantes.
4. Sombrias.
5. Nasais.
03. Consoantes:
1. “Momentâneas são as explosivas próprias, as idéias de choque: oclusivas, surdas e sonoras”.
2. Contínuas Nasais: m, n; líquidas: l, r; espirantes (sibilantes s, z, f, v e chiantes j e ch).
3. Reunião de Consoantes diversas.
·         A junção de consoantes ou vogais podem formar fonemas com expressividade diferenciada, fazendo com que cada verso possa ter efeito diferentes.

Rima:
·         Rima é a sonoridade do verso.
·         A poesia moderna se apóia mais no ritmo do que na rima.
·         A rima tem por função principal criar recorrências do som marcante, continua e nítida no poema.
·         A distinção da mais importante da rima é de que ela é composta por consoantes e toantes.
·         Alem da rima, há outras homofonias como recorrências do som marcante e anáfora.
·         Em relação ao parnasianismo e ao simbolismo, no modernismo ouve uma significativa dessonorização.
·         Recentemente houve uma retomado da sonoridade do poema.

B)    RITMO

·         Ritmo é a alternância de passos regulares, é a mudança de sonoridades mais fracas e mais fortes, formando uma unidade configurada expressiva.
·         O ritmo tem por funções:
- Dar movimento ao poema.
- Elemento organizador.
- Elemento estético.
                
            C)    METRO

·         Os tipos de verso regular nas línguas românticas são classificadas são classificadas em função das silabas poéticas que contêm.
·         “Conta-se até à última tônica em francês, e, a seu exemplo, em português; conta-se até à última, átona ou tônica, em espanhol e italiano.”
·         O número de sílabas poéticas de um verso chama-se metro.
·         O número de segmentos rítmicos chama-se ritmo.
·         Cada metro ou esquema silábico pode ter vários correspondentes rítmicos.
·         A metrificação poética pode ter uma expressão numérica. Ex: decassílabo 10(4, 8, 10).verso  dez sílabas com tônicas na quarta, oito e décima.
·         Cada escola literária possuem metros que é mais conveniente , seguindo os ritmos que mais se adequam.
·         Atualmente o sistema de metrificação cedeu lugar ao ritmo.

D)   VERSO

·         É simplório, analisarmos o verso como conjunto de fonemas e combinações que originam sílabas, responsáveis pelo ritmo.
·         No entanto o verso é palavra.
·         São as palavras que colocamos em nossa mesa cirúrgica e retalhamos em nosso critério, para analisar o fenômeno do metro e do ritmo.
·         A palavra é a ferramenta do trabalho do poeta e peça que compõem o verso.
·         Verso, unidade do poema, cuja alma é o ritmo e não o metro.

2. As Unidades Expressivas:
·         Parte constitutiva da linguagem poética, palavras cheias de um significado expresso pelo poeta, arranjo de palavras de maneira clara ao leitor.
·         É o homem que faz o verso. Ele é dotado de uma perspicácia especial em relação às palavras, e sabe explora-las, poli-las usando uma técnica adequada. Mas não são todos os homens, apenas os de máxima eficácia, só a eles ocorre o que chamamos inspiração.
·         “A poesia é contagiante, base de riqueza emocional, gente fria, sem paixão, sem intensidade emocional, não faz poesia grande” John Press.

3. O destino das palavras:
·         No poema, as palavras variam, ao modo do ritmo, mas têm significado contornado pelo poeta.
·         Convém distinguir linguagem direta, que indica em termos claros, no seu sentido exato, o conceito transmitido. Exemplo: estava perto da montanha. Linguagem figurada, aquela em quem efetuamos mudanças de sentido, levando atributos, conceitos de certas palavras a outras.
·         O poeta usa palavras em sentido próprio e figurado.

As modalidades de palavras figuradas:
·         Imagem, toda figuração de sentido que faz as palavras dizerem algo diferente, de seu escrito valor semântico.
·         “Atualmente não há grande interesse em manter as complicadas distinções tratadistas. Inclusive a distinção entre imagem e metáfora perde muito da eficácia prática para a análise, embora conserve o valor lógico. O que importa assinalar é que em ambas ocorre o mesmo fenômeno fundamental: alterações de sentido pela comparação, explícita ou implícita, de dois termos.”

Referência Bibliográfica:
CANDIDO, Antônio. O estudo analítico do poema. 5.ed. – São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2006.

domingo, 6 de novembro de 2011

O ANALFABETO POLÍTICO




O pior analfabeto

É o analfabeto político,

Ele não ouve, não fala,

Nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe o custo da vida,

O preço do feijão, do peixe, da farinha,

Do aluguel, do sapato e do remédio

Dependem das decisões políticas.


O analfabeto político

É tão burro que se orgulha

E estufa o peito dizendo

Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,

Da sua ignorância política

Nasce à prostituta, o menor abandonado,

E o pior de todos os bandidos

Que é o político vigarista,

Pilantra, corrupto e lacaio

Das empresas nacionais e multinacionais.


Bertold Brecht

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cuba - Potência nos esportes

A tabela abaixo mostra o número de medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Pan Americanos de Guadalajara, em 2011, versus o número de milhões de habitantes de cada país.



Fonte: CubaDebate

domingo, 30 de outubro de 2011

Copa 2014 - O Gol do Desperdício


         Em 30 de outubro de 2007 foi anunciado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) que o Brasil sediaria a copa do mundo de 2014, desde então, o país investe como nunca em infra-estrutura e obras relacionadas à Copa.
A Copa de 2014 será a mais cara da história, sendo orçada (até o fechamento desde artigo) em 40 bilhões de dólares, cerca de R$ 62 bilhões, que deverão ser retirados do erário público. Os gastos federais com “grades obras” estão previstas em R$: 23,5 bilhões, por tanto se houverem 64 jogos, cada jogo vai custar R$: 367 milhões.
Sem dúvidas que o evento esportivo poderia trazer benefícios financeiros ao Brasil, entretanto mesmo com as estimativas mais positivas, o investimento faraônico terá saldo negativo. A FIFA estima que 600 mil estrangeiros venham ao nosso país, o Ministério do Turismo aponta que cada estrangeiro gasta em média R$: 240 (com o dólar cotado a R$:2), portanto eles teriam que ficar 166 dias para cobrir apenas aplicações em dinheiro aos estádios. Além disso, outras preocupações nas áreas de transporte, hotelaria e principalmente segurança, também estão superfaturadas e atrasadas.
Aparentemente o Estado só veio tomar conhecimento da problemática dos transportes e segurança pública precária depois do anuncio da FIFA, o que impressiona é que para o governo esses problemas de décadas iram ser resolvidos em 2 (dois) anos. É indignante ver Bilhões em dinheiro do povo sendo “desperdiçado” em concreto e aço, à medida que existem brasileiros que não tenham acesso a uma moradia digna, a saúde e educação pública de qualidade.
Em meio a tanto desperdício e luxo, notamos a situação dos desportistas brasileiros, que apesar de ter um país que sedia os principais eventos esportivos da atualidade se vê a margem desse investimento. A verba com o Bolsa Atleta (programa do Ministério dos Esportes) é de R$: 40 milhões, ao passo que a publicidade do próprio programa supera o valor do dispêndio dos atletas (gasto com marketing – R$: 48,3 milhões).
Os nossos governantes precisam rever seus conceito e prioridades, não faz sentido tanto esbanjamento e desperdício de nosso dinheiro em fins que não são o beneficio da coletividade ou avanços nas áreas sociais.


Os dados utilizados foram respectivamente linkados no próprio artigo.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Copa 2014 - O Gol do Desperdício. João Pessoa, PB. Publicado 30/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\