segunda-feira, 20 de junho de 2011

Poema - Inspiração Azul


Certa noite eu tive um sonho.
Sonhei com uma linda Flor Azul.
A flor era tão estranha e tão mística que me transmitia paz.
Ao contemplá-la ganhava tudo que já fora perdido
E me era acrescentado vida ao meu semblante.
Procurei incansavelmente a estranheza daquela flor
Sua celestial beleza e tranquilidade que seu odor me transmitia.
Ao aproximar-me de seu aroma voava aos céus
Mas ao retornar a terra seu peculiar rastro desaparecera.
Procurei toda minha existência a Flor Azul!

“E se você dormisse? E se sonhasse? E se, em seu sonho fosse ao paraíso e lá colhesse uma flor bela e estranha? E se, ao despertar, você tivesse a flor entre as mãos? Ah, e então?”


Priscila Hirotsu.
2011#

(Baseado na obra de Novalis, trecho retirado do romance Heinrich von Ofterdingen.)

sábado, 18 de junho de 2011

Poema - Paranóia



Fico presa ao meu inconsciente por correntes
Penso como poderia ser diferente a realidade
Se o frio congelasse o quente, o bem superasse a maldade.

Faz tanto frio, mas meu corpo está tão quente
Imagino a perfeição de te ter
Aquecendo-me com os teus beijos latentes
E o meu corpo gritando de prazer

Nessa hora meu sangue flui libido
Observo teu rosto de excitação
me acariciando escuto teu gemido
Que se combina aos nossos suores de tesão

Retraio-me lembrando que tenho que acordar
Por isso minha paranóia acaba tristemente
Como posso sentir algo tão intenso sem te tocar?
Real é aquilo que existe efetivamente?

Foi tudo tão veemente que parecia não ter fim
Dois corpos embriagados sem pudor
Se tudo foi tão bom porque não está aqui?
Ao acordar não me conformo... A paranóia acabou.

Priscila Hirotsu
2010#

Poema - Primavera


As flores desabrocham e espalham seus odores
As rosas mais vermelhas e os espinhos indolores
Os dias mais claros e as noites mais escuras
A estação é tão propicia para volúpias futuras.

E os frutos estão maduros prontos para serem colhidos
Mas o agricultor é displicente deixando-os serem perdidos
O desperdício de um fruto não compromete a safra dessa quimera
Por que a terra é fértil e os frutos brotaram aos montes, pois é primavera.


Priscila Hirotsu.
2009#

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Patativa do Assaré: Poeta e Crítico Social


As relações entre Patativa do Assaré e a política passam pela compreensão da síntese que ele fez entre o trabalho manual e o intelectual, superando a velha dicotomia que tanto inquietou filósofos e cientistas sociais. Interessante como ele se refere ao campo como o local privilegiado para seu fazer poético. Recolhido ao seu roçado, longe da conversa que nos momentos de trabalho ele evitava Patativa se concentrava na preparação do solo para o cultivo e na transformação em versos das imagens que se formavam em sua mente e que eram a matéria prima de uma poética marcadamente social. 
Patativa precisa e deve ser considerado como um intelectual, afastadas as polêmicas e qualquer conotação depreciativa que a expressão possa ter guardado. Um intelectual no sentido do que formula seus poemas e de sua interferência no mundo, com a força de seu talento e a legitimação de sua sabedoria.
Posição que implica assumir uma dignidade e uma altivez de quem se recusou a ser mais um dos integrantes dos currais coronelísticos e a trabalhar, pacientemente, na perspectiva de um questionamento por parte de seus leitores, do senso comum e de verdades que pareciam cristalizadas.
Essa dignidade e altivez podem ser traduzidas como a consciência de seu papel social, o que passamos a chamar de cidadania, palavra que se tem desgastado por ser usada à saciedade, das campanhas publicitárias à retórica governamental. Isso o diferencia de muitos poetas populares, comprometidos com o mercado editorial, forçados a escrever versos de encomenda, muitas vezes como forma de sobrevivência, outras como pura subserviência.
         Patativa guardou uma distância regulamentar dessa engrenagem. É onde ele reitera que não fez "comércio" de sua arte. O livro veio para reforçar sua importância pela possibilidade do registro do que estaria condenado ao esquecimento, por conta da transmissão oral. Vale a pena ressaltar que até os setenta anos ele fez da comunhão com a terra sua principal atividade e seu ganha-pão.

O canto de Patativa é elucidativo de suas posições. É clássico, em suas raízes românticas, é apolíneo na limpidez de sua formulação e envolvente na medida em que a criação ecoa o mítico, em que o homem aflora no poético, em que o político não abre mão do estatuto estético.

Um canto que prossegue refletindo nossas contradições e anseios, tangenciando o exercício do poder, mas político enquanto essencial à coesão do grupo e exercício de invenção e cidadania. 
HERANÇA

Meu pai foi um poeta. Pois eu herdei esse dom do meu pai. Eu encontrei um livro e, mais embaixo, com a caligrafia do meu pai, esta quadra: "Se este livro for perdido/ e depois for encontrado/ para ser bem conhecido/ leva o seu dono assinado: Pedro Gonçalves da Silva".

JUSTIÇA

O que eu sempre lia com mais prazer eram as pregações de Cristo. Eram os direitos humanos. Eu de nascimento mesmo eu comecei logo a ver a verdade e a justiça. Por isso então eu sou um poeta social, um poeta do povo, defendendo o povo. 

CONSELHEIRO

Olhe, eu pesquisei e li a vida de Antônio Conselheiro, no tempo em que ele era perseguido, tido até como um monstro e tal e tal. Antônio Conselheiro foi um dos maiores líderes do Nordeste, até o maior, viu? 

LAMPIÃO

Eu nunca escrevi nada sobre Lampião. Mas...se Lampião não tivesse sido injustiçado, Lampião teria sido outro homem. Segundo a história que eu já pesquisei, ele foi assim um guerrilheiro. É revoltado contra a injustiça

PRESTES

Você sabe que foi Luiz Carlos Prestes que revolucionou, não é? Que andou aqui pelo Brasil, pelo Nordeste mesmo, e, naquele tempo, naquela luta danada. Mas que eu não tenho nada com Prestes, apenas eu tenho um poema que o desfecho era Luiz Carlos Prestes. Agora, mudei o desfecho desse poema por causa da perseguição. Era o tempo da ditadura, ninguém podia publicar certas coisas. 

CALDEIRÃO

O beato Zé Lourenço estava sendo um defensor dos desprotegidos, dos oprimidos. Vinha gente de longe. Aquela perseguição foi por causa disso. Os latifundiários estavam ficando sem braço, sem trabalhadores, viu? Que ali no Caldeirão (experiência de fazenda comunitária, no sul cearense, desmantelada em 1936) já estavam fabricando ferramenta agrícola ali dentro mesmo, viu? Era quase o Conselheiro... 
 LIBERDADE

Liberdade para mim é o mesmo direito humano. Liberdade que eu quero dizer não é possuir isso e aquilo não. É ser dono do seu direito. É isso que eu chamo de liberdade, viu?  É ninguém contrariar o direito do outro, o direito do próximo. É justamente a liberdade que eu vejo é essa.

Material Integral: 
Entrevista e edição: Gilmar de Carvalho, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-São Paulo e professor do Curso de Comunicação Social da UFC.
Publicado em A Verdade nº 31

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Educação: A bagunça organizada


Educação: A bagunça organizada

As escolas têm por função principal formar cidadãos críticos e conscientes de seus direitos e deveres. É muito difícil imaginar o modelo ideal de ensino, pois apesar de estarmos organizados em sociedade a maioria de nós não a compreende e não atua como protagonista desta. Ao mesmo tempo, há imposições do próprio meio em que estamos integrados que agem de modo contraditório, dando prioridade a livre concorrência e repreensão de qualquer modelo que contrarie o sistema vigente, influenciando na reprodução dos sistemas pedagógicos praticados nas escolas. O alunado fica submisso às práticas didáticas que muitas vezes os privam de uma visão ampla e continua de si mesmo e do mundo, tendo apenas qualificações fragmentadas, sem aprofundamento teórico e muito menos prático do que é visto em sala de aula.

O caos que a educação está passando é reflexo dos maus parâmetros educacionais que são aplicados de forma retrógrada ou imaginária, pois o fato é que os Parâmetros Curriculares Nacionais não funcionam e não conseguem sair do papel. Pior que isso, desqualifica o profissional educador, que aprende em sua graduação metodologias inovadoras, ao passo que na realidade é praticado as mesmas formas de ensinar da década de 70. Absurdos como esses, somados com a falta de estrutura, de investimentos, má remuneração e descontrole numérico de alunos por escola, reproduzem o grau cultural de uma nação. Há um descaso enorme por parte do Estado, que nega ao seu próprio povo a acessibilidade á sua auto-suficiência. Não é recente a omissão governamental, sendo praticada desde nossa colonização e sendo mantida até a era da modernidade.


Os professores de hoje são meros produtos de nossos modelos didáticos de ontem. O que se ver nas escolas de ensino regular é um magistério sem ânimo e pouco qualificado, mais que isso, confuso e perdido, sem imposição, repassando quase que de forma padronizada e literal os conteúdos impostos por projetos pedagógicos que não contemplam a formação do alunado para o exercício da cidadania e a sua qualificação para o mercado de trabalho.


A nossa educação precisa com grande urgência de uma reformulação pedagógica imediata, em que  a prioridade do ensino seja o aluno e onde os meios de aprendizagem sejam interdisciplinares, multi-funcionais e que aja efetiva utilização da teoria com a prática, fornecendo ao alunado as competências e as habilidades propostas pelo PCN e o cumprimento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Não podemos aceitar que as Leis e os Parâmetros sirvam apenas para organizar essa bagunça. É função de cada profissional da área rever seus métodos e conceitos, desvincular o atraso que permeia nas escolas e revindicar uma mudança que promova recursos e condições plausíveis para a aplicação dos documentos oficiais. 

O que acontece é que o absurdo está virando normalidade, está tão trivial que majoritariamente pouco se faz para que ocorra alguma mudança. Infelizmente, quem sai perdendo é toda a nação, tendo um povo surdo e mudo aos acontecimentos, já que nunca teve uma educação de qualidade, por tanto não sabendo o que fazer para resolver seus próprios interesses.



Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo de opinião: Educação: A bagunça organizada . João Pessoa, PB. Publicado 16/06/2011 em:  http://www.gerandoletras.blogspot.com\

O letramento e a função social da escrita


Alfabetizado e Letrado


Analfabeto é aquele que desconhece o alfabeto, portanto que não sabe ler nem escrever. Analfabetismo é o modo de permanecer analfabeto. Alfabetização é a ação de alfabetizar, de se tornar alfabetizado. Existe também o chamado “analfabeto funcional” que é quanto se sabe ler e escrever, mas sem compreensão.

Um indivíduo alfabetizado não é necessariamente letrado, ser letrado é submeter-se à leitura e à escrita e se responsabilizar socialmente de acordo com seu meio fazendo uso diário de leitura e escrita.

Letrado é aquele que não apenas têm o conhecimento das letras, mas também as domina e faz uso fluente delas. A palavra letramento surgiu consequentemente com a evolução da tecnologia, dos meios de comunicação, da necessidade de integração com o conhecimento humano, entre outros que deram sua contribuição para a principal das evoluções que foi a evolução da sociedade.

Essa globalização sofrida pelo mundo, principalmente nas últimas décadas, nos leva à necessidade de ter conhecimentos variados nas mais diversas áreas. Toda essa aquisição de saber dá-se através da leitura o que gera uma visão de mundo diferenciada daqueles que não tiveram o mesmo acesso, podemos dizer que a pessoa erudita ou letrada não só está intelectualmente à frente de uma pessoa alfabetizada, como também socialmente, pois além de entender a sociedade compreende que é agente transformador desta.

A escrita também é modificada com os patrões de letramento, pois consequentemente, lendo mais você irá escrever melhor, deste modo há de se observar às necessidades, as demandas de cada individuo e do seu contexto social e cultural.

Segundo Magda Soares, o letramento pode ter uma dimensão individual ou uma social. Individual é quando basicamente sabe-se ler e escrever com compreensão. Dimensão Social, são as práticas humanas tanto da escrita como da leitura em que os indivíduos envolvem-se socialmente.


A importância da escrita


A escrita em seus primórdios era produzida com intenções comerciais de informação, porém com o passar do tempo, quando a fala não deu conta do contexto social enquanto modo de expressão, surgiu o interesse de registrar os conhecimentos filosóficos e científicos além da própria necessidade de comunicação. Ela está diretamente interligada com todos nós, mesmo que não sejamos alfabetizados. Vemos diariamente um contingente de informações e propagandas na TV, na internet, nas ruas que de certa forma nos influenciam.

É imprescindível a escrita tanto para a exploração, compreensão e expressão de idéias e sentimentos. Não é preciso ser um profissional para escrever bem, já que a expressão está ao alcance de todos, muito menos escrever um longo texto para que ele seja considerado como bom, tento em vista que um dos textos mais importantes da nossa historia “O manifesto comunista” de Marx continha umas poucas páginas e revolucionou os pilares sociais do mundo até hoje.

Sem dúvidas, sem os registros filosóficos e científicos obtidos não teríamos o acervo de todo conhecimento, tecnologia e desenvolvimento que temos atualmente. De fato a escrita têm dado sua contribuição histórica, ao mesmo tempo nos perguntamos: Usufruímos desse legado e qual o papel da escola na formação cidadã e literária?



Escrita e sociedade


Concluímos a importância elementar da escrita e da literatura em nossas vidas, contudo a escola, por diversos impasses, não consegue educar cidadãos plenos. Levar o hábito do letramento para as salas de aula tem caráter urgentíssimo, apenas quando a escola for capaz de cumprir com seu papel didático e social, em que o alunado consiga sair formado e informado de seus deveres e direitos de cidadão é que teremos uma sociedade de pleno direito livre.

Os desafios para os profissionais da educação são enormes, visto que o investimento das áreas competentes ainda é pouco comparado com a dimensão social e as disparidades, ao mesmo passo temos que fazer uma autocrítica revendo diariamente as melhores formas possíveis de formar escritores e leitores proficientes e competentes.



Referências Bibliográficas:
Textos originais de:
SOARES, Magda. Letramento: um tema de três gêneros. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. 128 p.
Brakling, Kátia Lomba. Sobre leitura e formação de leitores. Edição: EducaRede. Março/2003.


Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: O letramento e a função social da escrita. João Pessoa, PB. Publicado 16/06/2011 em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poema - Nossa vida




Vejo uma multidão que está passando
E no meio dessa multidão uma vida
Essa vida vázia está chorando
Lágrimas sofridas de uma vida vivida

Uma vida invisível no meio da multidão
Pessoas indiferentes ao seu caminhar
Vidas convergindo numa mesma ilusão
Vivendo no mesmo mundo sem se falar

Mas momentos felizes cessam o seu pranto
A alegria da mortalidade em apenas viver
Satisfação nossa que se torna em espanto
Ver-se sozinho sua miserável vida morrer.

Priscila Hirotsu
2009#

Poema - Indolência



Meus sentimentos estão em inércia
Não me resta mais nada a não ser acordar
Mais meu medo me prende em minha indolência
Para que viver a realidade se eu posso sonhar

Vivo apenas o que quero sentir
Sinto a falsa sensação de eterno prazer
Escuto sua voz querendo e confundir
Equivocada tento negar meu querer

Emudeço qualquer tipo de emoção
Tento ser indiferente ao falar
Mudo de assunto fugindo de tua indignação
Mas como negar o que estar escrito no olhar?

Um involuntário receio me impede de despertar
É madrugada e o sono toma conta de mim
Delicadamente sua voz insiste em me chamar
Insensivelmente não escuto e volto a dormir.

Priscila Hirotsu.
2009

Breve introdução ao funcionalismo linguistico.


Breve introdução ao Funcionalismo

Na primeira metade do séc. XX surgiram a partir do estruturalismo de Saussure diversas influências nas áreas de conhecimento como a pedagogia de Jean Piaget, a antropologia de Lévi-Strauss, a filosofia com Martin Heidegger.
E na luinguística propriamente dita o formalismo e o funcionalismo.

Evolução histórica até os dias de hoje

Os trabalhos mais representativos surgiram em 1916 no Ciclo Lingüístico de Praga, com os primeiros estudos no campo da fonologia e principalmente com as teorias Roman Jakobson, que propôs um modelo padrão para a comunicação. Com isso em 1928, as formulações teóricas do CLP, foram esboçadas no Congresso Internacional em Haia, (Teses de Praga). Entretanto encontra-se na tradição antropológica americana trabalhos anteriores ao CLP, com Sapir e seus seguidores.
Atualmente o funcionalismo está dividido em duas linhas de pensamento, que são a Norte Americana e a Européia.
Presença da visão Funcionalista:
      Na Escola Linguística de Praga (Jakobson e as funções da linguagem);
      Na tradição antropológica de Sapir (1921, 1949) e seguidores;
      Na teoria tagmênica de Pike (1967);
      No trabalho etnograficamente orientado de Hymes (1972);
      Na tradição britânica de Firth (1957) e Halliday (1970, 1973, 1985);
   Na tradição filosófica que, a partir de Austin (1962) e por meio de Searle (1969), conduziu à teoriados Atos de Fala;
  No trabalho de um grupo de pesquisadores que inclui Givón, Li, Thompson, Chafe, Hopper, DeLancey, Dubois entre outros;
      Na Gramática de Papel e de Referência;
      Em Lakoff e Langacker (tendência funcional-cognitiva).

Conceitos de funcionalismo

O funcionalismo é uma corrente lingüística que difere do estruturalismo e gerativismo, se preocupa em estudar a relação entre a estrutura gramatical das línguas e os diferentes contextos comunicativos em que elas são usadas.(Cunha, 2010).
Ou seja, a motivação comum é a relação entre linguagem e uso, ou na linguagem no contexto social.
Como foi dito, apesar do funcionalismo emergir do formalismo a uma diferenciação para o estruturalismo e gerativismo.
A priori, a principal diferença seria que para o funcionalismo a língua é analisada no uso, nas situações comunicativas e como função que desempenha na frase, e não como estrutura estável e pressuposta e muito menos como aquisição inata, já que para o funcionalistas aprendemos o sistema lingüístico subjacente ao uso, por tanto surge à oposição entre desempenho e competência.
Justamente por causa do dinamismo da língua, a analise está sempre sujeita a mudança.
A abordagem funcionalista

A abordagem funcional se preocupa aos propósitos inerentes ao emprego da linguagem em uso, procurando explicar as regularidades observadas na interação da língua, analisando as condições discursivas.
Assim partindo da pragmática da língua, são explicados fenômenos lingüísticos sintáticos e semânticos.

Lingüística funcionalista

“A lingüística funcional encontra bases explanatórias na função que exercem as unidades estruturais e em processos diacrônicos recorrentes que tem, em sua maioria, motivação funcional” (Pezatti, 2004).
“A linguagem é vista como uma ferramenta cuja forma se adapta as funções que exerce e, desse modo, ela pode ser explicada somente com base nessas funções, que são em última analise comunicativas.” (Pezatti, 2004).



Referencias Bibliográficas:

CUNHA, Angélica Furtado da. Funcionalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (org.). Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2010.
CUNHA, M.A.F.; OLIVEIRA, M. R. & MARTELOTTA, M. E. (orgs.). Linguística funcional:teoria e prática. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
PEZATTI, E. G. O funcionalismo em linguística. In: Anna Cristina Bentes; Fernanda Mussalim. (org.). Introdução à Linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004, vol. 3, p. 165-128



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HIROTSU, Priscila. Artigo: Breve introdução ao funcionalismo linguistico.João Pessoa, PB. Publicado 12/06/2011 em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\

domingo, 12 de junho de 2011

Pedagogia da autonomia: Paulo Freire explica


A contribuição de Paulo Freire para a pedagogia denota no poder de transformação social, no senso crítico e na ética profissional, refletindo em um modelo inovador, priorizando o aluno e suas necessidades de desenvolvimento intelectual, físico e emocional.
Temos que pensar continuamente na valorização do alunado, que para lecionar precisa-se de um aluno disposto a aprender, por isso a preocupação com o estudante é prioridade para que haja essa legação de respeito e troca de saberes.
O ato de educar implica em coerência ética, pois o professor é o exemplo a ser seguido, portanto práticas de afeição, moralidade, honestidade e senso crítico devem nortear o cotidiano do profissional educador. Ser professor é está em constante aprendizado, nunca se aprende demais e informação nunca é de menos, por tanto enquanto houver vida o individuo está em processo de aquisição de conhecimento, para isso temos que nos qualificar ideologicamente e enciclopedicamente diariamente para não sermos profissionais retrógrados e ultrapassados. O que aprendemos está inteiramente ligado ao que ensinamos se somos mal qualificados consecutivamente teremos estudantes desqualificados refletindo na sociedade em que estamos inseridos. O professor tem por obrigação formar agentes transformadores do seu meio e fazer com que cada aula cada aula contemple cada estudante nos seus mais variados aspectos.
A autoridade jamais deve ser abusiva, sendo transformada em arrogância e a liberdade não deve ser confundida com libertinagem, por isso o professor precisa ser atento e saber medir o grau de tolerância e liderança para com o alunado. A afeição deve estar incumbida entre as aulas, ao demonstrar afeto pelos estudantes e pelo que faz contribui para o elo de confiança deve existir entre discentes e docentes, porém a afeição não pode influenciar na avaliação individual pedagógica.
Entre outros preceitos a autonomia está presente desde o inicio ate o fim da obra, no sentido de ter iniciativa para a transformação de algo e reflexão sobre a prática educativa. Ter curiosidade, humildade, tolerância e bom senso são qualidades que fazem parte dos parâmetros de um bom educador, para tanto apenas através da autonomia é que pré-requisitos como estes serão preenchidos. Por fim, o pedagogo estimula toda a categoria da educação a acreditar no poder de sua influência e na capacidade mudança do ser humano.



REFERENCIA BIBLIOGRAFICA:

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a pratica educativa/ Paulo Freire. – São Paulo: Paz e Terra, 1996. – (Coleção Leitura)


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HIROTSU, Priscila. Pedagogia da autonia: Paulo Freire explica. publicado 11/06/2011 em http://www.gerandoletras.blogspot.com\