sábado, 18 de junho de 2011

Poema - Paranóia



Fico presa ao meu inconsciente por correntes
Penso como poderia ser diferente a realidade
Se o frio congelasse o quente, o bem superasse a maldade.

Faz tanto frio, mas meu corpo está tão quente
Imagino a perfeição de te ter
Aquecendo-me com os teus beijos latentes
E o meu corpo gritando de prazer

Nessa hora meu sangue flui libido
Observo teu rosto de excitação
me acariciando escuto teu gemido
Que se combina aos nossos suores de tesão

Retraio-me lembrando que tenho que acordar
Por isso minha paranóia acaba tristemente
Como posso sentir algo tão intenso sem te tocar?
Real é aquilo que existe efetivamente?

Foi tudo tão veemente que parecia não ter fim
Dois corpos embriagados sem pudor
Se tudo foi tão bom porque não está aqui?
Ao acordar não me conformo... A paranóia acabou.

Priscila Hirotsu
2010#

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