quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Prevenção e Descriminalização do aborto

Falar de sexualidade NÃO É PECADO, é melhor maneira de você conhecer seu corpo, e consequentemente prevenir doenças sexualmente transmissíveis e uma gravidez indesejada.
Fazer uso de maneiras preventivas como usar camisinha e anticoncepcionais devem  aliar-se com a conscientização do sexo saudável, entretanto, para isto dar certo, as pessoas têm que parar de sentir pudor ou vergonha do seu próprio corpo.
Um dos modos de fazer planejamento familia é o simples hábito de você tocar seu corpo e fazer uso de preservativo, mas tendo em vista as dificuldades de se discutir abertamente o assunto “sexo”, aliada com o preconceito social e a concepção religiosa de pecado, o tema “sexualidade” se tornou banal.
 A omissão do assunto, reflete no grau de mortalidade infantil, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência e em abortos ilícitos que acontecem em todo território nacional.
Falar de aborto no Brasil ainda é misticamente delicado apesar de por ano serem realizados mais de 1,25 milhões de abortos e de por conta desse silêncio mais 250 mil mulheres pagarem com suas vidas, as duas hierarquias dominantes que controlam a sociedade, a Igreja e o Estado, preferem se omitirem que resolver a problemática.
*Os dados mostram que 1 em cada 5 mulheres fazem aborto em sua vida reprotudiva. Não é novidade que as mulheres ricas fazem abortos em clínicas clandestinas e as de classe social baixa realizam métodos abortivos em casa, entretanto, ambas estão sujeitas á morte ou a sequelas graves, como: Laceração do colo uterino - provada pelo uso de dilatadores, perfuração do útero, hemorragias uterinas, inflamações e infecções diversas e consequências psicológicas para a mulher, os demais membros da família e para os filhos que podem nascer depois.
A legalização acabará com o lucro de milhares de clínicas clandestinas, que são responsáveis por grande parte da mortalidade materna, com o tráfico de remédios abortivos, que causam sérios danos a saúde da mulher e principalmente acabará com a aberração de criminalizar a mulher por que em determinado momento de sua vida decidiu não ser mãe. Além disso, o Estado e a sociedade vão ter números concretos, podendo saber onde ocorrem mais ou menos abortos e podendo agir com medidas públicas para tais finalidades.
Atualmente a lei do descaso deixa uma sociedade inteira vitima de seu descaso e preconceito. Defender a legalização do aborto no Brasil é dar voz a milhares de mulheres emudecidas, é uma questão de ética e de saúde pública

Fontes:
*Pesquisa realizada pela Universidade de Brasília e pelo instituto de pesquisas Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Prevenção e Descriminalização do aborto. João Pessoa, PB. Publicado 15/09/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\



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