domingo, 30 de outubro de 2011

Copa 2014 - O Gol do Desperdício


         Em 30 de outubro de 2007 foi anunciado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA) que o Brasil sediaria a copa do mundo de 2014, desde então, o país investe como nunca em infra-estrutura e obras relacionadas à Copa.
A Copa de 2014 será a mais cara da história, sendo orçada (até o fechamento desde artigo) em 40 bilhões de dólares, cerca de R$ 62 bilhões, que deverão ser retirados do erário público. Os gastos federais com “grades obras” estão previstas em R$: 23,5 bilhões, por tanto se houverem 64 jogos, cada jogo vai custar R$: 367 milhões.
Sem dúvidas que o evento esportivo poderia trazer benefícios financeiros ao Brasil, entretanto mesmo com as estimativas mais positivas, o investimento faraônico terá saldo negativo. A FIFA estima que 600 mil estrangeiros venham ao nosso país, o Ministério do Turismo aponta que cada estrangeiro gasta em média R$: 240 (com o dólar cotado a R$:2), portanto eles teriam que ficar 166 dias para cobrir apenas aplicações em dinheiro aos estádios. Além disso, outras preocupações nas áreas de transporte, hotelaria e principalmente segurança, também estão superfaturadas e atrasadas.
Aparentemente o Estado só veio tomar conhecimento da problemática dos transportes e segurança pública precária depois do anuncio da FIFA, o que impressiona é que para o governo esses problemas de décadas iram ser resolvidos em 2 (dois) anos. É indignante ver Bilhões em dinheiro do povo sendo “desperdiçado” em concreto e aço, à medida que existem brasileiros que não tenham acesso a uma moradia digna, a saúde e educação pública de qualidade.
Em meio a tanto desperdício e luxo, notamos a situação dos desportistas brasileiros, que apesar de ter um país que sedia os principais eventos esportivos da atualidade se vê a margem desse investimento. A verba com o Bolsa Atleta (programa do Ministério dos Esportes) é de R$: 40 milhões, ao passo que a publicidade do próprio programa supera o valor do dispêndio dos atletas (gasto com marketing – R$: 48,3 milhões).
Os nossos governantes precisam rever seus conceito e prioridades, não faz sentido tanto esbanjamento e desperdício de nosso dinheiro em fins que não são o beneficio da coletividade ou avanços nas áreas sociais.


Os dados utilizados foram respectivamente linkados no próprio artigo.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Copa 2014 - O Gol do Desperdício. João Pessoa, PB. Publicado 30/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\


sábado, 29 de outubro de 2011

Ilusões de Optica

Conte os Pontos pretos.


As linhas horizontais parecem estar um pouco inclinadas?


Alguma coisa parece se movimentar?


Essa é melhor! Não para de se mexer!!


Poema - Homicídio


Era uma noite escura e sem luar
E o cheiro úmido do orvalho me enfeitiçou
Já não via a morte a me arrodear
Que com um beijo molhado me matou.

Foi tão diminuto que não pude perceber
Andando sob a lua em uma armadilha caí
Sentindo prazer em ver a vida morrer
Com um tiro de amor inocentemente morri.

Priscila Hirotsu.
10/2011.

Psicanálise Infantil - Análise do conto "Pele de Asno"

Leia o Conto Pele de Asno.



O conto “Pele de Asno” conota a relação incestuosa e a idéia de abuso sexual entre pai e filha. O contexto da história é passado na idade média em uma sociedade monarca e patriarcal, que é acentuada pelo fato do protagonista incestuoso ser o Rei.
A história começa com a felicidade plena do Rei, da Rainha e de sua filha, entretanto a alegria é interrompida pela morte da Rainha, esta faz um pedido ao Rei antes de morrer: de jurar casar-se apenas quando encontrar outra mulher que tenha melhores atributos que a mesma. O objetivo implícito do pedido é de não ser substituída ou superada, tendo convicção que seus dotes são únicos.
Com o passar do tempo a tristeza é amenizada, e devido à pressão dos conselheiros da corte, o Rei decidi casar-se novamente. Apesar de que várias princesas que lhe fora apresentada, o monarca continua viúvo e não se sente atraído por nenhuma delas, até que consegue enxergar na filha os atributos da mãe em uma versão aprimorada e rejuvenescida, ou seja, o tema psicológico denominado por Freud como o complexo de Édipo, é introduzido e mais tarde concretizado e fundamento durante o enredo.
A menina consegue discernir que o desejo do pai é algo inconexo, recebendo a ajuda da fada dos lilases que a aconselha pedir ao Rei vestidos impossíveis de serem realizados e a pele de um asno mágico que é a fonte de toda riqueza do reino, visando retardar a vontade incestuosa do pai. Os vestidos que servem para inibição se contrapõem na construção da beleza e da sensualidade, sendo os mesmos utilizados como armas, aludindo o olhar do pai e guardados para a conquista do príncipe. A princesa sente satisfação e deleite em possuir os mais magníficos vestidos, analogamente podemos ligar os pedidos dela com os desvarios do pai, coisas promiscuas e impossíveis, entretanto desejadas.
A construção paterna é feita a partir da visão da filha, que está em transição da fase infantil para uma pré-adolescência, que foge do pai que a deseja, saindo de casa disfarçada com a pele do asno e suja de fuligem. A saída do castelo e dos arredores da corte remete a passagem da infância, onde o mundo era visto inocentemente para uma fase adulta, onde os conceitos estão sendo formandos e se têm a consciência de suas faculdades físicas e psíquicas.
A Pele do asno mágico que oculta à princesa denota algo a ser escondido encobre os atributos e sua nobreza, ao passo que metaforiza a negação da figura paterna e a perda de sua condição nobre em substituição a vida humilde e sem luxo. A pele do asno leva a outra conclusão, ligada a idéia de morte e de valia, a morte da infância e a idéia valor, já que o bicho é dado em sacrifício e tem valor inestimável. 
O principal conflito psicológico é a auto-identificação na infância, o complexo de Édipo feminino é concretizado quando a menina se espelha na mãe e abdica desse vinculo materno, desejando inconscientemente o pai, competindo por esse amor. Segundo Freud, todas as crianças passam por essa fase na infância e precisam do sexo oposto (representado pela figura paterna), onde se constrói sua personalidade e feminilidade, o conflito da história é que a mãe é vencida nessa competição amorosa e o pai retribui sexualmente esse amor.
No conto a filha do Rei vence esse conflito quando sai da posição de princesa, saindo Castelo, tornando-se independente e fazendo suas próprias escolhas. A independência da princesa chama atenção por ser em uma época aristocrática e altamente machista, além disso, sua posição nobre a tornaria ainda mais submissa, entretanto o que acontece é o amadurecimento e a construção de suas próprias idéias e escolhas. Por fim a jovem apaixona-se novamente, sendo o príncipe a nova figura masculina e equivalente a figura paterna, o Rei também supera o desejo incestuoso e casa-se novamente obtendo o perdão da filha.


Referências Bibliográficas:

BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. 16º. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2002.
Mario Corso; Diana Lichtenstein CorsoFadas no divã: Psicanalise das histórias infantis. 16º ed. Artmed, 2006.
PERRAULT, Charles. Pele de Burro. Traduzido do original francês publicado pela primeira vez em Grisélidis, Nouvelle avec le conte de Peau d’Ane et celuy de Souhaits ridicules (Paris, 1694)


Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Psicanálise Infantil - Análise do conto "Pele de Asno". João Pessoa, PB. Publicado 29/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Poema - Combustão




Me aquece com a tua boca
Me faz qualquer coisa
Afasta de mim esse frio
Sobe e me esquenta com o teu corpo
Me queima com brasas em fogo
Ardentes beijos que me provocam arrepios.

Esta noite quero arder nas labaredas
Queimar alma, corpo e silueta
Arder nas chamas da paixão
Suar de calor entre braços e pernas
Apagar este fogo com libidos e espermas
Reacendendo este fogo com o poder da combustão.

Priscila Hirotsu.
10/2011#

Pela 20 .ª vez a ONU exige o fim do embargo a Cuba


            O Embargo – Um drama humanitário

 

O embargo econômico sobre Cuba foi aplicado em 1962 como resposta a desapropriação de terras de empresas americanas na ilha, e que se mantém durante quase 50 anos como medida para conter “a ameaça comunista”.
O bloqueio afeta bens de primeira necessidade como alimentação, saúde, transporte, desenvolvimento científico e higiene, atingindo diretamente a economia, já que os países que comercializam com Estados Unidos não podem importar para Cuba e nem Cuba pode exportar com outros países.
As privações causadas pela exacerbação do embargo causam danos alimentares, tecnológicos e de saúde pública para toda a população. A verdade, é que acontece um verdadeiro genocídio com o povo cubano, onde o bloqueio não faz restrições de credo, sexo ou idade, causando efeitos sociais e financeiros não só a Cuba, mas a todo o Caribe.
O objetivo declarado dos americanos para o embargo é promover a liberdade e soberania ao país, mas há contradições sobre os princípios de proteção e promoção dos direitos humanos é tão clara e evidente, que não fica dúvidas de que os EUA têm intenções próprias e não pretende favorecer o progresso e o avanço de Cuba.

A ONU e apoio de diversos países “contra o genocídio ao povo cubano”

É inegável solidariedade de vários países com a ilha, até mesmo a ONU se posicionou pela vigésima vez contra esse crime passivo que ocorre durante quase meio século, entretanto é incontestável o controle dos EUA nas diretorias da ONU que de certa forma influência os outros países votantes.
Organismos internacionais se solidarizaram com a luta de Cuba pelo fim do bloqueio. A Comunidade Caribenha (Caricom) denunciou que o bloqueio é um impedimento ao desenvolvimento do Caribe e não somente um castigo a Cuba. Na Assembléia da ONU, o representante do Caricom, George Talbot, disse que a segurança de Cuba e a sua recuperação após a passagem dos furacões estão comprometidas pelo bloqueio.

 O Movimento de Países Não Alinhados, que agrupa 118 países, também se pronunciou em favor de Cuba. O representante do movimento, o embaixador egípcio Maged Abdelaziz, afirmou que essa política dos Estados Unidos impõe obstáculos para a total realização dos direitos humanos do povo cubano
O Vaticano se pronunciou ativamente pela voz do papa João Paulo II, que também condenou publicamente o bloqueio durante suas visitas pastorais à ilha.
Existem várias entidades e organizações espalhadas pelo mundo que apóiam a soberania e a luta do população de Cuba, que graças a determinação do Estado cubano de suprir as necessidades primarias, reduzindo o preço dos alimentos, arcando com os custos nas áreas de educação, saúde e moradia. Cuba é   um exemplo cultural e de luta, não só econômica, mas também de auto-suficiência e soberania dos povos.

Resultados das votações na ONU.

Anos
A favor
contra
Abstenção
1992
59 
71 
1993
88 
57 
1994
101 
48 
1995
117 
38 
1996
137 
25 
1997
143 
17 
1998
157 
12 
1999
155 
2000
167 
2001
167 
2002
173 
2003
179 
2004
179 
2005
182 
2006
183 
2007
184 
2008
185 
2009
187 
2010
187 
2011
186 


         

“Seguiremos com essa batalha que colocará em evidência, mais uma vez, a necessidade de pôr fim não só ao bloqueio, mas ao sistema que engendra a injustiça em nosso planeta, dilapida seus recursos naturais e põe em risco a sobrevivência humana.”  FIDEL


*Algumas citações foram retiradas da Wikipedia e segue linkada no próprio artigo.




Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Pela 20º vez a ONU exige o fim do embargo a Cuba. João Pessoa, PB. Publicado 26/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Patos - 108 anos



PATOS

Patos é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião de Patos, na mesorregião do Sertão Paraibano. Distante 301 km de João Pessoa, sua sede localiza-se no centro do estado com vetores viários interligando-o com toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2009 sua população era estimada em 100.732 habitantes. Patos é a 3ª cidade-pólo do estado da Paraíba, considerando sua importância socioeconômica.

Região Metropolitana de Patos

Composto por sete artigos, o Projeto de Lei Complementar Nº 11/2011, estabelece que a Região Metropolitana de Patos seja constituída pelos Municípios de Patos, Quixaba, Passagem, Areia de Baraúnas, Salgadinho, Junco do Seridó, Santa Luzia, São José do Sabugi, Várzea, São Mamede, Cacimba de Areia, Cacimbas, Desterro, Teixeira, São José do Bonfim, Matureia, Mãe D’ Água, Santa Terezinha, Catingueira, Emas, Malta, Condado, São José de Espinharas e Vista Serrana.
A Região Metropolitana de Patos englobará 24 municípios, tendo uma população de mais de 220.000 habitantes.
Patos, Te amo Patos
Parabéns a minha cidade que me adotou como filha e que me deu amigos, tristezas passageiras e alegrias infinitas. Com muita alegria que Patos chega aos 108 anos de emancipação política, pois a cidade cresce nas áreas econômicas, educacional e populacional, expansão e progresso andando juntas!
Obrigado a Patos pelo Calor diário de quase 40º, por ter me ensino a andar e ler... Só gratidão! Muitos Anos de vida e Progresso!!!
Fontes: Wikipédia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ernesto Che Guevara (14/06/1928 – 8/10/1967)


“O Che era uma pessoa de infinita confiança e fé na humanidade. Era um exemplo vivo. Era seu estilo ser um exemplo, estabelecer um exemplo. Era uma pessoa com grande espírito de sacrifício, com uma natureza verdadeiramente espartana, capaz de qualquer tipo de abnegação.
Era um revolucionário completo que olhava para a humanidade do futuro e que, antes de mais nada, enfatizava os valores humanos, os valores morais da humanidade. E, acima de tudo, praticava a abnegação, a renuncia, o altruísmo.
Como todo revolucionário em tempo integral, ele sabia o que Jose Marti, esse grande patriota, queria dizer com essas palavras: “Toda a glória do mundo cabe num grão de milho”.
Os revolucionários não lutam por glória, nem para ocupar um lugar na História. O Che ocupou um grande lugar na história porque isso não era importante para ele, porque estava pronto para morrer desde a primeira batalha, porque sempre foi absolutamente abnegado.
As futuras sociedades serão feitas de gerações de pessoas como o Che! Uma sociedade melhor irá surgir com o comunismo.
Eis porque a juventude do mundo vê Che como um símbolo. O nome e a figura de Che são vistos com respeito, admiração e afeição em todos os continentes. Os que lutam pelos direitos civis, os que lutam contra a guerra da agressão, pela paz, assumem o nome e a bandeira de Che.
Graças a sua vida, sua abnegação, sua nobreza, seu altruísmo, seu heroísmo, ele se tornou o que é hoje. Ele nos legou seu exemplo. Ele se tornou uma bandeira, um modelo, um guerreiro. O Che é, em resumo, um modelo de revolucionário, como guerreiro e como comunista para todos os povos do mundo.”


FIDEL CASTRO RUZ

Análise literária: O Santo Inquérito - Dias Gomes


O auto de São Lourenço é um texto quinhentista, escrito pelo padre jesuíta José de Anchieta. De caráter teocêntrico, têm os seguintes personagens:
GUAIXARÁ
(É a encarnação diabo)
AIMBIRÊ E SARAVAIA
(São os criados do diabo Guaixará)
TATAURANA, URUBUE JAGUARUÇU
(Amigos de Guaixará)
VALERIANO E DÉCIO
(São os imperadores romanos responsáveis pelo flagelo de São Lourenço)
SÃO SEBASTIÃO E SÃO LOURENÇO
(Os santos)
VELHA, ANJO, TEMOR DE DEUS, AMOR DE DEUS, CATIVOS E ACOMPANHANTES
(Personagens alegóricos)
A peça foi escrita em redondilhas estando divididas em cinco atos, que recorrem a frenquentes aliterações e assonâncias, tornando a peça musicalizada e com uma linguagem de fácil compreensão. Termos linguísticos de origem indígena são utilizados simbolicamente como recurso para melhor entendimento do publico alvo (os índios).
A prosopopéia é encarnada pelos personagens amigos de Guaixará (Tataurana, Urubue e Jaguaraçu), sendo eles a própria natureza a serviço do diabo e encenado também pelo Temor de Deus e Amor de Deus, materializando as próprias divindades.
O conteúdo do Auto é maniqueísta e tem por intuito ensinar os dogmas do catolicismo, confrontando o bem e o mal, metaforizando a incredulidade da cultura indígena como o pecado e maldade, em contraposição aos santos e padres católicos que são a absolvição e o amor sublime. Hipérboles e antíteses ajudam a enfatizar o conflito, dando mais expressão a trama.
A exploração do Brasil e a inquisição são o contexto histórico da época, onde ideologicamente Anchieta manipula o roteiro a serviço da moral religiosa e da ética social, sugerindo de forma implícita a catequização e “aculturação” dos nativos.


Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Análise literária: O Santo Inquérito - Dias Gomes. Patos, PB. Publicado 20/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\