domingo, 12 de junho de 2011

Pedagogia da autonomia: Paulo Freire explica


A contribuição de Paulo Freire para a pedagogia denota no poder de transformação social, no senso crítico e na ética profissional, refletindo em um modelo inovador, priorizando o aluno e suas necessidades de desenvolvimento intelectual, físico e emocional.
Temos que pensar continuamente na valorização do alunado, que para lecionar precisa-se de um aluno disposto a aprender, por isso a preocupação com o estudante é prioridade para que haja essa legação de respeito e troca de saberes.
O ato de educar implica em coerência ética, pois o professor é o exemplo a ser seguido, portanto práticas de afeição, moralidade, honestidade e senso crítico devem nortear o cotidiano do profissional educador. Ser professor é está em constante aprendizado, nunca se aprende demais e informação nunca é de menos, por tanto enquanto houver vida o individuo está em processo de aquisição de conhecimento, para isso temos que nos qualificar ideologicamente e enciclopedicamente diariamente para não sermos profissionais retrógrados e ultrapassados. O que aprendemos está inteiramente ligado ao que ensinamos se somos mal qualificados consecutivamente teremos estudantes desqualificados refletindo na sociedade em que estamos inseridos. O professor tem por obrigação formar agentes transformadores do seu meio e fazer com que cada aula cada aula contemple cada estudante nos seus mais variados aspectos.
A autoridade jamais deve ser abusiva, sendo transformada em arrogância e a liberdade não deve ser confundida com libertinagem, por isso o professor precisa ser atento e saber medir o grau de tolerância e liderança para com o alunado. A afeição deve estar incumbida entre as aulas, ao demonstrar afeto pelos estudantes e pelo que faz contribui para o elo de confiança deve existir entre discentes e docentes, porém a afeição não pode influenciar na avaliação individual pedagógica.
Entre outros preceitos a autonomia está presente desde o inicio ate o fim da obra, no sentido de ter iniciativa para a transformação de algo e reflexão sobre a prática educativa. Ter curiosidade, humildade, tolerância e bom senso são qualidades que fazem parte dos parâmetros de um bom educador, para tanto apenas através da autonomia é que pré-requisitos como estes serão preenchidos. Por fim, o pedagogo estimula toda a categoria da educação a acreditar no poder de sua influência e na capacidade mudança do ser humano.



REFERENCIA BIBLIOGRAFICA:

Freire, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a pratica educativa/ Paulo Freire. – São Paulo: Paz e Terra, 1996. – (Coleção Leitura)


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HIROTSU, Priscila. Pedagogia da autonia: Paulo Freire explica. publicado 11/06/2011 em http://www.gerandoletras.blogspot.com\