segunda-feira, 13 de junho de 2011

Poema - Nossa vida




Vejo uma multidão que está passando
E no meio dessa multidão uma vida
Essa vida vázia está chorando
Lágrimas sofridas de uma vida vivida

Uma vida invisível no meio da multidão
Pessoas indiferentes ao seu caminhar
Vidas convergindo numa mesma ilusão
Vivendo no mesmo mundo sem se falar

Mas momentos felizes cessam o seu pranto
A alegria da mortalidade em apenas viver
Satisfação nossa que se torna em espanto
Ver-se sozinho sua miserável vida morrer.

Priscila Hirotsu
2009#

Poema - Indolência



Meus sentimentos estão em inércia
Não me resta mais nada a não ser acordar
Mais meu medo me prende em minha indolência
Para que viver a realidade se eu posso sonhar

Vivo apenas o que quero sentir
Sinto a falsa sensação de eterno prazer
Escuto sua voz querendo e confundir
Equivocada tento negar meu querer

Emudeço qualquer tipo de emoção
Tento ser indiferente ao falar
Mudo de assunto fugindo de tua indignação
Mas como negar o que estar escrito no olhar?

Um involuntário receio me impede de despertar
É madrugada e o sono toma conta de mim
Delicadamente sua voz insiste em me chamar
Insensivelmente não escuto e volto a dormir.

Priscila Hirotsu.
2009

Breve introdução ao funcionalismo linguistico.


Breve introdução ao Funcionalismo

Na primeira metade do séc. XX surgiram a partir do estruturalismo de Saussure diversas influências nas áreas de conhecimento como a pedagogia de Jean Piaget, a antropologia de Lévi-Strauss, a filosofia com Martin Heidegger.
E na luinguística propriamente dita o formalismo e o funcionalismo.

Evolução histórica até os dias de hoje

Os trabalhos mais representativos surgiram em 1916 no Ciclo Lingüístico de Praga, com os primeiros estudos no campo da fonologia e principalmente com as teorias Roman Jakobson, que propôs um modelo padrão para a comunicação. Com isso em 1928, as formulações teóricas do CLP, foram esboçadas no Congresso Internacional em Haia, (Teses de Praga). Entretanto encontra-se na tradição antropológica americana trabalhos anteriores ao CLP, com Sapir e seus seguidores.
Atualmente o funcionalismo está dividido em duas linhas de pensamento, que são a Norte Americana e a Européia.
Presença da visão Funcionalista:
      Na Escola Linguística de Praga (Jakobson e as funções da linguagem);
      Na tradição antropológica de Sapir (1921, 1949) e seguidores;
      Na teoria tagmênica de Pike (1967);
      No trabalho etnograficamente orientado de Hymes (1972);
      Na tradição britânica de Firth (1957) e Halliday (1970, 1973, 1985);
   Na tradição filosófica que, a partir de Austin (1962) e por meio de Searle (1969), conduziu à teoriados Atos de Fala;
  No trabalho de um grupo de pesquisadores que inclui Givón, Li, Thompson, Chafe, Hopper, DeLancey, Dubois entre outros;
      Na Gramática de Papel e de Referência;
      Em Lakoff e Langacker (tendência funcional-cognitiva).

Conceitos de funcionalismo

O funcionalismo é uma corrente lingüística que difere do estruturalismo e gerativismo, se preocupa em estudar a relação entre a estrutura gramatical das línguas e os diferentes contextos comunicativos em que elas são usadas.(Cunha, 2010).
Ou seja, a motivação comum é a relação entre linguagem e uso, ou na linguagem no contexto social.
Como foi dito, apesar do funcionalismo emergir do formalismo a uma diferenciação para o estruturalismo e gerativismo.
A priori, a principal diferença seria que para o funcionalismo a língua é analisada no uso, nas situações comunicativas e como função que desempenha na frase, e não como estrutura estável e pressuposta e muito menos como aquisição inata, já que para o funcionalistas aprendemos o sistema lingüístico subjacente ao uso, por tanto surge à oposição entre desempenho e competência.
Justamente por causa do dinamismo da língua, a analise está sempre sujeita a mudança.
A abordagem funcionalista

A abordagem funcional se preocupa aos propósitos inerentes ao emprego da linguagem em uso, procurando explicar as regularidades observadas na interação da língua, analisando as condições discursivas.
Assim partindo da pragmática da língua, são explicados fenômenos lingüísticos sintáticos e semânticos.

Lingüística funcionalista

“A lingüística funcional encontra bases explanatórias na função que exercem as unidades estruturais e em processos diacrônicos recorrentes que tem, em sua maioria, motivação funcional” (Pezatti, 2004).
“A linguagem é vista como uma ferramenta cuja forma se adapta as funções que exerce e, desse modo, ela pode ser explicada somente com base nessas funções, que são em última analise comunicativas.” (Pezatti, 2004).



Referencias Bibliográficas:

CUNHA, Angélica Furtado da. Funcionalismo. In: MARTELOTTA, Mário Eduardo (org.). Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2010.
CUNHA, M.A.F.; OLIVEIRA, M. R. & MARTELOTTA, M. E. (orgs.). Linguística funcional:teoria e prática. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.
PEZATTI, E. G. O funcionalismo em linguística. In: Anna Cristina Bentes; Fernanda Mussalim. (org.). Introdução à Linguística: fundamentos epistemológicos. São Paulo: Cortez, 2004, vol. 3, p. 165-128



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HIROTSU, Priscila. Artigo: Breve introdução ao funcionalismo linguistico.João Pessoa, PB. Publicado 12/06/2011 em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\