domingo, 17 de julho de 2011

Poema - Sociedade


Mãos amarradas por correntes a sorrir
Faces mascaradas sem palavras a gritar
Sorrisos embutidos em um rosto a fingir
Olhos destampados cheios d'água a chorar.

Ciclos de costumes divididos por gigantes
Geração a geração moldada para obedecer
Descartável marionete em um mundo de grandes
Inocente produto destinado a perecer.

Vida falseada por um mundo de ilusão
Inútil sociedade de aparência e fingimento
Mundo convencionado de coletivos em solidão
Matérias a voarem carregadas pelo vento.

Priscila Hirotsu.
07/2011#