quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A classificação das palavras da língua portuguesa (resumo)

Morfologia – linguística aplicada
A morfologia é a área da linguística que estuda a estrutura e a formação das palavras, tanto a classificação quanto a estruturação auxiliam na compreensão da nossa língua. A morfologia estuda o morfema, que pode ser gramatical ou lexical. O morfema gramatical são os que possuem significação interna à estrutura da língua e o morfema lexical é o morfema que representa a própria significação dos vocábulos, ou seja, o radical das palavras do léxico.
Nosso vocábulo é divido em em formal e fonologico, que respectivamente é o português é a unidade a que se chega quando não é possível a divisão em duas ou mais formas livres ou dependentes.e o português falado, ou seja, como nossa língua é apresentada no uso. O vocábulo formal é a unidade que pode ser constituida de: Uma forma livre indivisível ou uma livre com uma ou mais formas presas.
Exemplo: Forma livre indivisível: Feliz, Eu.
 A palavra “imprevisível”: im-pre-visi-vel, duas ou mais formas presas e uma livre.
A forma livre pode sustitui sozinha o enunciado, a forma presa está relacionada com o enunciado e a forma dependente não responde ao enunciado. A idéia de formas livres e presas foi nomeada por Bloomfield e a de forma dependente por Mattoso Câmara.
Desde a idade clássica se tem a preocupação com a classificação das palavras, onde teve seu primórdio com a classificação filosófica de Platão que separou as partes do discurso em nome e verbo, tendo seu aperfeiçoamento em Aristoteles que desenvolveu as idéias de Platão e acrescentou as conjunções dividindo as palavras em dois grandes grupos, os categorremáticos e os sincategoremáticos, ou seja, palavras que designam seres e as que indicam modificações dos seres.
 Segundo o gramático latino Varrão, podemos relacionar os sufixos flexionais a uma derivação natural, isto é, que é próprio da natureza da frase; e os sufixos derivacionais que não são obrigatórios no o léxico, chamada de derivação voluntária, com isso podem relacionar o processo flexional com a derivação natural e a o processo derivacional de derivação voluntaria.
Atualmente no campo da sintaxe, Gladstone posiciona-se quanto aos conceitos de coordenação e subordinação e na morfologia retira as interjeições quanto à classificações das palavras, pois acredita que as interjeições são equivalentes ao todo da oração.
Mattoso Câmara classifica as palavras em grupos de nomes, pronomes, verbos e instrumentos gramaticais, utilizando critérios formal, semântico e funcional. Os Nomes são subdivididos em substântivos, adjetivos e advérbios: os substântivos tem como função de determinado no interior de um sintagma nominal, os adjetivos tem como determinante de um substântivo no sintagma nomina e os advérbios tem como determinte de um verbo no sintagma verbal. Os conetivos (sincategoremáticos) compeendem as conjunções, os pronomes relativos e preposições.

ESTRURA E FORMAÇÃO DOS VOCABULOS EM PORTUGUÊS
Estrutura
·         Caráter eufônico.
Formação
·         Palavras simples e compostas
·         Simples: Primitivas e Derivadas
Primitivas: Não originam de outras palavras.
Derivadas: Originam-se das primitivas, e divide-se em:
a)    Prefixal
b)    Sufixal
c)    Prefixal e Sufixal
d)    Parassintética
·         Compostas: Formação de palavras que cria novos vocábulos pela combinação de outros já existentes, dando origem a um novo significado.
a)    Justaposição: Autonomia fonética
b)    Aglutinação: Fundem-se num todo fonético
·         Outros processos de formação de palavras:
a)    Abreviações
b)    Reduplicação
c)    Reduplicação imitativa/onomatopéias
d)    Siglas
e)    Hibridismo
Tipos de Morfemas
·         Classificatórios: Constituídos pelas vogais temáticas cuja função é a de enquadrar os vocábulos em classes de nomes e de verbos.
·         Flexionais: Alteram os morfemas lexicais, adaptando a expressão das categorias gramaticais.
·         Aditivos: Resultam do acréscimo de um ou mais fonemas aos morfemas lexicais.
·         Subtrativos: Resultam da supressão de um segmento fônico do morfema lexical.
·         Alternativo: Resultam da alternância ou permuta de um fonema no interior do vocábulo.
·         Morfema-zero: Resulta da ausência de marca para expressar determinada categoria gramatical.
·         Morfema latente ou alomorfe: Não traz em si o contraste entre as categorias gramaticais.
·         Morfemas Derivacionais: Criam novas palavras na língua.
·         Morfemas Relacionais: Pequena margem de variação linguística.



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HIROTSU, Priscila. Artigo :A classificação das palavras da língua portuguesa (resumo). João Pessoa, PB. Publicado 22/09/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\