quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Ernesto Che Guevara (14/06/1928 – 8/10/1967)


“O Che era uma pessoa de infinita confiança e fé na humanidade. Era um exemplo vivo. Era seu estilo ser um exemplo, estabelecer um exemplo. Era uma pessoa com grande espírito de sacrifício, com uma natureza verdadeiramente espartana, capaz de qualquer tipo de abnegação.
Era um revolucionário completo que olhava para a humanidade do futuro e que, antes de mais nada, enfatizava os valores humanos, os valores morais da humanidade. E, acima de tudo, praticava a abnegação, a renuncia, o altruísmo.
Como todo revolucionário em tempo integral, ele sabia o que Jose Marti, esse grande patriota, queria dizer com essas palavras: “Toda a glória do mundo cabe num grão de milho”.
Os revolucionários não lutam por glória, nem para ocupar um lugar na História. O Che ocupou um grande lugar na história porque isso não era importante para ele, porque estava pronto para morrer desde a primeira batalha, porque sempre foi absolutamente abnegado.
As futuras sociedades serão feitas de gerações de pessoas como o Che! Uma sociedade melhor irá surgir com o comunismo.
Eis porque a juventude do mundo vê Che como um símbolo. O nome e a figura de Che são vistos com respeito, admiração e afeição em todos os continentes. Os que lutam pelos direitos civis, os que lutam contra a guerra da agressão, pela paz, assumem o nome e a bandeira de Che.
Graças a sua vida, sua abnegação, sua nobreza, seu altruísmo, seu heroísmo, ele se tornou o que é hoje. Ele nos legou seu exemplo. Ele se tornou uma bandeira, um modelo, um guerreiro. O Che é, em resumo, um modelo de revolucionário, como guerreiro e como comunista para todos os povos do mundo.”


FIDEL CASTRO RUZ

Análise literária: O Santo Inquérito - Dias Gomes


O auto de São Lourenço é um texto quinhentista, escrito pelo padre jesuíta José de Anchieta. De caráter teocêntrico, têm os seguintes personagens:
GUAIXARÁ
(É a encarnação diabo)
AIMBIRÊ E SARAVAIA
(São os criados do diabo Guaixará)
TATAURANA, URUBUE JAGUARUÇU
(Amigos de Guaixará)
VALERIANO E DÉCIO
(São os imperadores romanos responsáveis pelo flagelo de São Lourenço)
SÃO SEBASTIÃO E SÃO LOURENÇO
(Os santos)
VELHA, ANJO, TEMOR DE DEUS, AMOR DE DEUS, CATIVOS E ACOMPANHANTES
(Personagens alegóricos)
A peça foi escrita em redondilhas estando divididas em cinco atos, que recorrem a frenquentes aliterações e assonâncias, tornando a peça musicalizada e com uma linguagem de fácil compreensão. Termos linguísticos de origem indígena são utilizados simbolicamente como recurso para melhor entendimento do publico alvo (os índios).
A prosopopéia é encarnada pelos personagens amigos de Guaixará (Tataurana, Urubue e Jaguaraçu), sendo eles a própria natureza a serviço do diabo e encenado também pelo Temor de Deus e Amor de Deus, materializando as próprias divindades.
O conteúdo do Auto é maniqueísta e tem por intuito ensinar os dogmas do catolicismo, confrontando o bem e o mal, metaforizando a incredulidade da cultura indígena como o pecado e maldade, em contraposição aos santos e padres católicos que são a absolvição e o amor sublime. Hipérboles e antíteses ajudam a enfatizar o conflito, dando mais expressão a trama.
A exploração do Brasil e a inquisição são o contexto histórico da época, onde ideologicamente Anchieta manipula o roteiro a serviço da moral religiosa e da ética social, sugerindo de forma implícita a catequização e “aculturação” dos nativos.


Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
HIROTSU, Priscila. Artigo: Análise literária: O Santo Inquérito - Dias Gomes. Patos, PB. Publicado 20/10/2011, em: http://www.gerandoletras.blogspot.com\

Poema - Convite

Quero te levar para longe
Para lá de onde o sol se esconde
Sexo, prazer e mar
Darei-lhes meus melhores beijos guardados
Meus fetiches ocultados
Te amar até o sol levantar.

Vamos nos despir sem medo
Fugir sem apegos
Gozar até o sol nascer
Acariciar nossas vidas
Lambuzarmos de malicia
Viver por prazer.

Se você aceitar meu convite
Realizarei seu fetiche
E te cobrirei de amor
Te levarei para longe
Para lá de onde o sol se esconde
Me entregarei sem pudor.

Priscila Hirotsu.
10/2011#

Poema - Ao Poeta

Um poeta me chamou pelo nome
disse-me palavras de mel
encostando seu corpo sob meu corpo
colhendo flores em meu jardim.
Desenhou-me o céu e o voo comigo
sorriu ofegante no calor dos meus braços
e flutuou entre fluidos e flores
olhou em meus olhos e viu o mar
mergulhou em águas frescas e calmas
escreveu-me um poema e entregou-se em chamas.

Priscila Hirotsu.
O9/2011 #