sábado, 17 de dezembro de 2011

Você Conhece a Paraíba?

Você conhece o "Lajedo de Pai Mateus" em Cabaceiras?




Você já fez um passeio de barco até Areia Vermelha?




Você conhece o maior e melhor São João do mundo, em Capina Grande e Patos?



Você já foi na Cachoeira do Roncador, na região do Brejo?


Você conhece as belezas de Coqueirinho e a praia naturista de Tambaba, no Conde?


Você já viu as pegadas dos dinossauros, em Sousa?




Já se aventurou na Pedra  da Boca, em Araruna?




Já mergulhou nas águas transparentes de Picãozinho?




Você já visitou o centro histórico no fim da tarde?


Você conhece a Ponta do Seixas e o Farol do Cabo Branco, o ponto do extremo oriente das Américas?



Diga aí, diga lá, você já foi a Paraíba? não? Então Vá!!!

O estudo analítico do poema

Esta explanação foi estruturada com base no livro de Antônio Candido, não tendo fins de plágio ou cópia, mas para melhor compreensão dos aspectos poéticos. A estrutura foi baseada no livro e algumas citações foram colocadas entre aspas.


Explicação
“Este volume contém a parte teoria um curso dado em 1963 e repetido em 1964 para o quarto ano de teoria literária.” 
Introdução
·        A linguagem poética está mais distanciada do cotidiano que a linguagem prosaica.
·        O alunado deseja saber diferenciar prosa e poesia.
·        “Poesia e literatura estão intimamente ligados sendo a poesia a forma suprema de atividade criadora da palavra.”

Apresentação do programa
1.      “Trataremos do poema e não da poesia”.
2.      “Faremos a análise e não interpretação”.

a)      Poema e não poesia.
·   A poesia não se restringe apenas a verso e metrificação. Podendo haver poesias em prosa ou verso livre.
·   O verso pode está presente em textos não configurando um poema.
·   A poesia didática parece mais próxima dos valores da prosa.

b)      Análise mais do que interpretação.
·   “Todo estudo real da poesia pressupõe a interpretação, que pode inclusive ser feito diretamente, sem recurso ao comentário, que forma a maior parte da análise.”
·   “O comentário é essencialmente o esclarecimento objetivo dos elementos necessários ao entendimento adequado do poema.”
·   “Não há comentário valido sem interpretação; e que pode haver interpretação válida sem comentário.”
Comentário e interpretação literária
·   O texto literário expõe uma tradução de sentido e tradução de conteúdo humano.
·   “O comentário é uma espécie de tradução, feita previamente a interpretação.”
·   “Interpretar significa produzir e determinar com penetração compreensiva e linguagem adequada a matéria, a estrutura íntima, as normas estruturais peculiares, segundo as quais a obra literária se processa, se define e se constitui de novo como unidade.” (Emil Staiger)
·   “A analise comporta praticamente um aspecto de comentário puro e simples, que é o levantamento de dados exteriores à emoção poética, sobretudo dados históricos e filológicos.”
·   A analise pode ser mais análise-comentário ou mais analise-interpretação.

1 OS FUNDAMENTOS DO POEMA

A) SONORIDADE
·         Todo poema e prosa tem uma estrutura sonora.
·         A estrutura sonora pode ser:
- Poema com versos metrificados
- Poema com versos livres ou regulares
- Prosa
·        Os fonemas podem despertar sensações e emoções.
·         As sensações e emoções podem variar de acordo com a interpretação de cada individuo.
·        A expressividade do som em uma palavra é explicada por Saussure ele afirma que “o signo lingüístico (palavra) é composto por um significado e um significante. O significante é uma imagem acústica e o significado é o conceito que a palavra transmite.” – Signo é arbitrário.
·        Segundo Damaso Alonso “os significantes não transmitem conceitos, mas delicados complexos funcionais. Significado é uma carga complexa. De modo algum podemos considerar o significado em sentido meramente conceitual, mas levando em conta essas áreas. O significado é sempre complexo, e que dentro dele se pode distinguir uma série de significados parciais”.

A teoria de Grammont
·        Grammont afirma na sua teoria que existe ligação entre a sonoridade e o sentimento.
01 – Repetição de fonemas
A.) de sílaba Ex.: coucou
B.) de Vogal Ex.: monotone
C.) de consoante Ex.: Palpite
Os tipos de Repetição:
1. “Palavras ou palavras”
2. “Fonemas isolados a busca dos mais variados efeitos”
3. “Duas ações paralelas, das quais a segunda segue regularmente a primeira, sendo eventualmente sua consequência”.
4. Uma série de acontecimentos em sequência rápida, dependendo um do outro, ou paralelos.
5. Insistência. Repetição de fonemas essenciais e marcantes.
02 – Vogais:
1. Agudas.
2. Claras.
3. Brilhantes.
4. Sombrias.
5. Nasais.
03. Consoantes:
1. “Momentâneas são as explosivas próprias, as idéias de choque: oclusivas, surdas e sonoras”.
2. Contínuas Nasais: m, n; líquidas: l, r; espirantes (sibilantes s, z, f, v e chiantes j e ch).
3. Reunião de Consoantes diversas.
·         A junção de consoantes ou vogais podem formar fonemas com expressividade diferenciada, fazendo com que cada verso possa ter efeito diferentes.

Rima:
·         Rima é a sonoridade do verso.
·         A poesia moderna se apóia mais no ritmo do que na rima.
·         A rima tem por função principal criar recorrências do som marcante, continua e nítida no poema.
·         A distinção da mais importante da rima é de que ela é composta por consoantes e toantes.
·         Alem da rima, há outras homofonias como recorrências do som marcante e anáfora.
·         Em relação ao parnasianismo e ao simbolismo, no modernismo ouve uma significativa dessonorização.
·         Recentemente houve uma retomado da sonoridade do poema.

B)    RITMO

·         Ritmo é a alternância de passos regulares, é a mudança de sonoridades mais fracas e mais fortes, formando uma unidade configurada expressiva.
·         O ritmo tem por funções:
- Dar movimento ao poema.
- Elemento organizador.
- Elemento estético.
                
            C)    METRO

·         Os tipos de verso regular nas línguas românticas são classificadas são classificadas em função das silabas poéticas que contêm.
·         “Conta-se até à última tônica em francês, e, a seu exemplo, em português; conta-se até à última, átona ou tônica, em espanhol e italiano.”
·         O número de sílabas poéticas de um verso chama-se metro.
·         O número de segmentos rítmicos chama-se ritmo.
·         Cada metro ou esquema silábico pode ter vários correspondentes rítmicos.
·         A metrificação poética pode ter uma expressão numérica. Ex: decassílabo 10(4, 8, 10).verso  dez sílabas com tônicas na quarta, oito e décima.
·         Cada escola literária possuem metros que é mais conveniente , seguindo os ritmos que mais se adequam.
·         Atualmente o sistema de metrificação cedeu lugar ao ritmo.

D)   VERSO

·         É simplório, analisarmos o verso como conjunto de fonemas e combinações que originam sílabas, responsáveis pelo ritmo.
·         No entanto o verso é palavra.
·         São as palavras que colocamos em nossa mesa cirúrgica e retalhamos em nosso critério, para analisar o fenômeno do metro e do ritmo.
·         A palavra é a ferramenta do trabalho do poeta e peça que compõem o verso.
·         Verso, unidade do poema, cuja alma é o ritmo e não o metro.

2. As Unidades Expressivas:
·         Parte constitutiva da linguagem poética, palavras cheias de um significado expresso pelo poeta, arranjo de palavras de maneira clara ao leitor.
·         É o homem que faz o verso. Ele é dotado de uma perspicácia especial em relação às palavras, e sabe explora-las, poli-las usando uma técnica adequada. Mas não são todos os homens, apenas os de máxima eficácia, só a eles ocorre o que chamamos inspiração.
·         “A poesia é contagiante, base de riqueza emocional, gente fria, sem paixão, sem intensidade emocional, não faz poesia grande” John Press.

3. O destino das palavras:
·         No poema, as palavras variam, ao modo do ritmo, mas têm significado contornado pelo poeta.
·         Convém distinguir linguagem direta, que indica em termos claros, no seu sentido exato, o conceito transmitido. Exemplo: estava perto da montanha. Linguagem figurada, aquela em quem efetuamos mudanças de sentido, levando atributos, conceitos de certas palavras a outras.
·         O poeta usa palavras em sentido próprio e figurado.

As modalidades de palavras figuradas:
·         Imagem, toda figuração de sentido que faz as palavras dizerem algo diferente, de seu escrito valor semântico.
·         “Atualmente não há grande interesse em manter as complicadas distinções tratadistas. Inclusive a distinção entre imagem e metáfora perde muito da eficácia prática para a análise, embora conserve o valor lógico. O que importa assinalar é que em ambas ocorre o mesmo fenômeno fundamental: alterações de sentido pela comparação, explícita ou implícita, de dois termos.”

Referência Bibliográfica:
CANDIDO, Antônio. O estudo analítico do poema. 5.ed. – São Paulo: Associação Editorial Humanitas, 2006.